Dharma Way & Journey
Popupcentoesetentaeum | Porto | 2015

1/28
High Voltages
2/28 High Voltages
3/28 High Voltages
4/28 High Voltages
5/28 Shoe the way

6/28
Shoe the way

7/28
Army of me

8/28 Army of me
9/28 Hard Core l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
10/28 Both

11/28 Hot Ear l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
12/28 Interaction l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
13/28 Rock You l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
14/28 Kinky l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
15/28 Bound l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
16/28 Mad l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
17/28 No Carbo l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
18/28 Bling l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
19/28 Pool l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
20/28 Punch l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
21/28 Ring l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
22/28 Rubber l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
23/28 Intimacy l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
24/28 Twins l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
25/28 Twins l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
26/28 Twins l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
27/28 Twins l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
28/28 Twins l Técnica mista sobre madeira l 54 x 54cm l 2012
fechar texto x

"Perceber no escuro do presente esta luz que procura alcançar-nos e não pode fazê-lo, eis o que significa sermos contemporâneo. É por isso que os contemporâneos são raros. E é por isso que sermos contemporâneos é, antes do mais, uma questão de coragem: porque significa sermos capazes não só de fixar o olhar no escuro da época, mas também de perceber nesse escuro uma luz que, dirigindo-se a nós, se afasta infinitamente de nós. Quer dizer ainda: sermos pontuais num encontro que só pode falhar.
 […]
Entendemos bem que o encontro que está em questão com a contemporaneidade não tem lugar simplesmente no tempo cronológico: é, no tempo cronológico, qualquer coisa que urge dentro dele e o transforma. E esta urgência é a intempestividade, o anacronismo que nos permite captar  o nosso tempo, sob a forma de um "demasiado cedo" que é, também, um "demasiado tarde", de um "já" que é, também, um "ainda não". E, em simultâneo, reconhecer na treva do presente a luz que, sem nunca poder alcançar-nos, está perenemente em viagem para nós"

 

Giorgio Agamben – O Que É o Contemporâneo. In Nudez. Lisboa: Relógio D´Água. 2010, p. 24.